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E o que poderia ser o laboratório?

PINK

Por Pink (do Pink e o Cérebro)

Era uma vez um modelo de ensino que vem sendo replicado há mais de 500 anos e poucos questionam. Assim são as aulas expositivas. É triste revelar, mas a queridinha dos docentes sempre foram as aulas expositivas. Criamos para a FDRP um treco estranho, odiado por alguns professores, e que levou o nome de laboratório por faltar saber como chamá-lo.

Mais triste ainda é admitir que aquele nosso filho, além de apontado por todos por ser o diferente, precisa ser O melhor em tudo (acho que os negros, mulheres e lgbts sabem muito bem sobre isso). Por mais que a falta de comunicação entre os professores seja crônica na Faculdade, é mais escandalosa quando verificada no laboratório. Por mais que as avaliações na FDRP sejam sempre muito mal pensadas chegando a ser até mesmo executadas em cima do controle de presença, é um absurdo quando os critérios não ficam muito bem definidos no laboratório. Por mais que planejamento não seja uma prática de longe conhecida nas nossas terras tupiniquins, o esboço tentado pelo laboratório parece ser pior que a ausência presente em muitas disciplinas regulares.

Aliás, a triste prática reiteradamente desenvolvida pelos docentes da FDRP de não dar voz aos outros parece estar sendo reproduzida mais uma vez nesse espaço de laboratório. Essa sim é a grande tragédia. O único avanço que parecia ser óbvio em todo esse processo do Projeto Político Pedagógico, a participação igualitária entre os segmentos docente e discente, foi oportunamente esquecida por aqueles. Esqueceram quem redigiu o texto do Projeto, professores?

E a Turma X? Parecem reclamar de estarem participando de um Projeto inovador, como se fossem ratos do laboratório. Resta um alerta. Que não corram, como ratos, para os esgotos acostumados com os modelos tradicionais de aula em que os discentes são muito bem acomodados em espaços subterrâneos (quanto mais fundo, melhor). Têm inúmeros exemplos de incisivas atuações discentes em espaços institucionais. Foram discentes, incomodados com tudo que os rodeava, que se apropriaram das ferramentas que tinham e construíram aquilo temos hoje. Mesmo que alvo de tantas críticas, o laboratório é a nossa jabuticaba. Vão empurrar a responsabilidade da educação de vocês, mesmo depois de tudo que nosso segmento já passou, para ser matéria de decisão exclusiva dos professores, discentes?

Por fim, relembremos o desenho do Pink e Cérebro. Enquanto este sonha em conquistar o mundo, aquele dá a cara pra bater e, mesmo com pequenos e tímidos insucessos, coleciona experiências. Nenhum dos dois conquistará o mundo, mas apenas um terá vivências que o tornarão mais sábio.

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