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Um Novo Amanhecer

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Por Lucas Lopes (Placa) TX

 

“Foi uma luta”. É assim que vocês, que foram ativos na aprovação do novo Projeto Político Pedagógico, descrevem o processo dessa conquista. Vos asseguro: a luta continua e permanece ácida. Principalmente em se tratando do delicado assunto do Laboratório. Esse novo ­e tão polêmico­ elemento da grade de graduação gerou, gera e continuará gerando grandes debates sobre qual a melhor forma de ensinar Direito.

O primeiro semestre de 2017 já se caminha para o fim e a FDRP (incluindo vocês) quer saber: e o Laboratório? Tivemos diversos momentos marcantes dentro dessa disciplina, todos muito bem carregados de emoções radicalizadas.

A primeira delas, com certeza, foi a confusão. Como não esquecer dos primeiros encontros em que cada professor proferia sua versão do Laboratório? “É uma sintonia de teoria e prática?”. “Produto final? WhatAShitIsThat?”.”Afinal, quem são os melanésios, por que precisamos estudá-­los e como usaremos isso para dizer o que é o Direito?”. Não foi um momento dos mais agradáveis, meus queridos.

No meio do processo, fazíamos visitas livres incessantes e uma coisa virou praxe: “vocês são alunos da USP? Por que vocês não visitam todos juntos de uma vez e param de atrapalhar meu serviço?”. De fato. Não é fácil que 100 alunos comecem, diariamente, a bater nas pesadas portas da Justiça e pedir uma explicação prática e rápida do que seja o tão misterioso Direito.

Até tivemos momentos de tensão mais grave, digamos assim. Nada surpreendente. Passamos dois meses lendo algumas coisas que não se conectavam facilmente com nossas ideias (que também não estavam tão claras) de que rumo teríamos que tomar nessa disciplina: era final de abril e nem sabíamos ainda o que diabos era “produto final”. Já repudiava-­se a ideia do Laboratório: “quero é ter aula”. Sim, alguns alunos já preferiam o velho método de ensino em face da conquista de vocês.

Até que vieram as visitas guiadas. Nada caiu tão bem e em tão boa hora como as visitas guiadas desse primeiro semestre de 2017 do Laboratório. De certa forma, pudemos compreender melhor a proposta a partir daí. Foi nesse mesmo momento que abriram a nós, mortais membros da TX, um espaço para voz. “Qualé a de vocês, garotada?” E desabafamos na primeira oportunidade. Estimados, posso afirmar com certeza que nessa fase do Laboratório o jogo começou a virar. As coisas ficaram mais objetivas e claras depois de conversas sinceras e organização da Turma X. Parece que, segundo a pesquisa levantada pela turma, a maioria acredita em um futuro maneiro para esse projeto.

Eu sei, já estamos aplicando o Laboratório, mas quero chamar de projeto, porque queremos fazer parte de sua construção, também! É duro ser a primeira turma que experimenta algo inédito a esse nível, mas é muito louco pensar ser a primeira turma que poderá contribuir com essa ideia.

Ao que tudo indica, o Laboratório estará sólido e firme já no próximo ano. Espero uma participação discente mais objetiva nesse sentido, ajudando muitas vezes em monitorias do Laboratório (por que não?), ou então atuando dentro da Comissão que fiscaliza o cumprimento do PPP.

Não sei o que dizer a vocês a respeito do futuro, estimados ativistas do PPP. Impossível dizer o que irá acontecer, mas sinto que a escuridão some a cada dia, dando espaço para um novo amanhecer. Desta vez sem confusões iniciais, por favor.

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