Edição 15 · x

Coletivo Capitu

O Capitu é uma entidade estudantil que se organiza politicamente a fim de trazer para o cotidiano da FDRP e de Ribeirão problematizações acerca do feminismo e das relações de gênero, além de combater ativamente manifestações de misoginia dentro da nossa faculdade. O grupo surgiu em 2012 como resposta a uma série de eventos lastimáveis ocorridos na semana de recepção aos calouros daquele ano, que marcaram a história da faculdade e de suas ingressantes pelo teor machista e segregacionista com as calouras. Empenhadas a garantir que isso nunca mais se repetiria, algumas alunas se mobilizaram e fundaram o Coletivo Feminista Capitu, que tem por base a busca de uma sociedade mais igualitária e justa para ambos os gêneros. Após alguns anos desativado, o coletivo voltou em 2015 com mais força e meninas cada vez mais empoderadas.

Durante os cinco anos de existência do coletivo, muita coisa mudou. Surgiram pelas faculdades vários coletivos, incluindo o Buquê de Espertirina, que é o do campus da USP Ribeirão. O ano passado foi marcado pela criação da comissão de combate de violência de gênero do campus e da FDRP e ambas contam com integrantes do coletivo. É claro que isso não significa o fim definitivo da violência de gênero na USP, mas mostra uma evolução desde que a primeira turma entrou.

Embora não sigamos uma corrente definida, o Capitu se esforça para abordar ideias interseccionais, ou seja, acreditamos que a luta de gênero precisa levar em conta a intersecção entre diversas opressões, de gênero, raça, sexualidade e condição socioeconômica. Acreditamos ser dever da aluna de direito e militante feminista a busca por romper a bolha de exclusão e segregação das universidades públicas, e a luta por inclusão e acesso das meninas negras, transexuais, de baixa renda e outros grupos marginalizados.

O objetivo do coletivo é escutar os relatos de machismo sofridos na vida particular de suas integrantes, antes da faculdade, e no ambiente acadêmico para diante dessa perspectiva, se expressar através de eventos, de manifestações, cartazes, entre outras – as formas são as mais diversas possíveis e as sugestões sempre abertas. Quando possível e necessário haverá uma atuação de forma a acionar a Comissão de Violência e Gênero na faculdade.

Sem títuloÉ importante frisar que o Capitu está em constante construção e todas as calouras devem se sentir confortáveis para ajudá-lo a construí-lo com o resto de nós sem nenhuma verticalização veterana-caloura. Por fim, gostaríamos muito que vocês dessem uma chance ao Capi e nos ajude a construí-lo de uma forma que seja mais agradável a todas as mulheres.

 

2 comentários em “Coletivo Capitu

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