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O que as eleições para Reitor tem a ver comigo?

quem escolhe o reitor

Por Uriel Piffer – DCE

Em 2009 o 2o candidato mais votado foi escolhido pelo, então Governador José Serra, para ser o Reitor da nossa Universidade, em seguida, seu pró-reitor de pesquisa, Marco Antonio Zago, foi escolhido para gerir a USP em 2013. É nesse cenário que as eleições para escolher nosso próximo dirigente acontece em 2017. Temos uma pequena variedade de discursos e narrativas entre os 4 candidatos, desde o atual vice-reitor até aqueles que se dizem oposição à atual gestão M.A Zago.

Dentre as maiores marcas da reitoria nos últimos anos estão as demissões de técnicos da Universidade, cortes de bolsas, tentativas de acabar com as creches e desvincular Hospitais da USP, destruição da carreira docente a partir de uma forte pressão produtivista, bem como a repressão — seja ela policial ou jurídica — a todos aqueles que ousavam contestar as medidas que a reitoria nos tentava impor.

Zago, que na época da campanha dizia que seria o reitor do diálogo, cercou o prédio da reitoria com grades e recebeu com bomba os calouros da capital, quando colocou em votação no Conselho Universitário um projeto que dá margem a demissão de mais 3 mil técnicos. Em pleno segundo dia letivo ele não titubeou em colocar todo o aparato militar massacrar os professores, funcionários e estudantes que protestavam contra a medida.

Não existe dúvida alguma que esse processo é extremamente anti-democrática, com a participação de menos de 2% da comunidade universitária para no final o governador do estado escolher quem dos 3 mais votados está mais apto para gerir a USP de uma maneira que o convenha.

O que está em jogo na eleição é se vamos continuar tratando a crise de financiamento como uma crise financeira e sobre tudo economizando naquilo que mais é necessário aos estudantes e precarizando as categorias docentes e funcionários. O próximo reitor não vai ser escolhido por Geraldo Alckmin (PSDB) para defender a Universidade pública, gratuita e de qualidade. Em especial no momento que as privatizações são cada vez um tema mais presente nos debates entre políticos, em que a mídia faz uma grande campanha defendendo a cobrança de mensalidade na USP.

Nossa tarefa é entender que independente do resultado das eleições e da escolha do Governador, temos que cada vez mais defender uma Universidade democrática em todos os aspectos. Uma USP aberta com acesso para todos, que não atenda simplesmente os interesses da elite, com políticas de verdade de permanência estudantil, com transporte decente nos campi, com liberdade de opinião e organização. Precisamos de um reitor que cumpra com seu papel de dirigente da universidade e não de agente infiltrado do Alkcmin defendendo seus interesses aqui dentro.

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