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(Re) Existir

EditorialJan17WebPor Thomas Garcia (Palmirinha) – TIX

“Esse programa pode não ser uma janela aberta para o mundo, mas é, certamente, um periscópio sobre o oceano do social” – Antonio Abujamra, na abertura do programa Provoções da TV Cultura

Por que fazer um jornal universitário? O que ele pode oferecer que a Folha de São Paulo, o Le Monde Diplomatique ou mesmo o Justificando não façam de forma melhor? Por que a gente perde nosso tempo na tentativa de manter vivo um jornal numa faculdade com alunos tão desinteressados com tudo que não seja a sua confortável bolha, com professores em constante briga de egos e com funcionários esquecidos e ignorados pelos demais?

Sempre deve haver alguém disposto a tentar aumentar os horizontes dentro de uma comunidade, fazer com que os outros possam ampliar seu campo de visão e ajudá-los a ter ciência do que de fato está acontecendo. E o Ócios busca ocupar esse lugar dentro da nossa, não tão querida, FDRP.

Obviamente falhamos. Não uma, mas diversas vezes. Mas a vida segue, e acabamos de chegar na 16ª edição desse jornal, mesmo com todos os defeitos acumulados em tanto tempo. A chave do sucesso é continuar tentando, não é mesmo? O Ócios tem que buscar sempre novas formas de provar o seu valor para a FDRP, não podendo se acomodar em um lugar comum fácil e pouco trabalhoso.

Hoje o jornal está mais próximo do Movimento Estudantil, tentando popularizar entre os alunos, os assuntos que anteriormente ficavam restritos às discussões do CAAJA e da Representação Discente. Em um momento em que a faculdade tenta cortar a participação discente na tomada de decisões, diminuindo a quantidade de RD’s da Congregação e que grupos de professores querem barrar os avanços trazidos pelo novo PPP, se faz necessário que os alunos se organizem e revertam esse cenário e o Ócios deve estar acompanhando ao vivo.

Além disso, a plataforma online do Ócios foi em grande parte ampliada. Não que a edição física semestral seja ruim, mas tem assuntos que perdem o timing se não forem debatidos na medida em que acontecem. Com o site, conseguimos publicar textos semanalmente sobre os mais variados assuntos que possam interessar os discentes, desde discussões sobre os cursos ministrados pela fundação dos professores até críticas das últimas novidades que chegavam ao Netflix.

Passado um ano de trabalho, sinto que o jornal está mais presente dentro da faculdade. Não é um mar de rosas, mas um desabrochar importante. Ainda há muito espaço para crescimento e desenvolvimento dessa pequena entidade, mas passos fundamentais foram dados em 2017, que só foram possíveis por uma equipe incrível da qual eu tenho muito orgulho de ter participado (com destaque especial para a Marcela Saddi cuja organização e o proatividade deveriam ser exemplos para todos, principalmente para mim). Em 2018, junto com a Turma XI, chega uma nova fase para o Ócios  no caminho de se provar o melhor jornal que a FDRP poderia ter. Quem sabe um dia o melhor do mundo. ¯\_()_/¯

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