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O Dia em que a Pesquisa Morreu

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Por Duda Hidalgo (Moema) – TX

Em um piscar de olhos a pesquisa morreu. Não por um esgotamento dos objetos a serem pesquisados ou por falta de pesquisadores interessados, a pesquisa foi asfixiada pelo descaso do governo.
A Europa, China, Cingapura e Coréia do Sul são exemplos de Estados que perceberam que o caminho para o desenvolvimento, inclusive econômico, começa pela ciência e tecnologia. Mas por algum motivo, que desafia a lógica e o bom senso, o Brasil, ano após ano, realiza cortes na pesquisa. Os cortes do orçamento começaram em 2013. Em 2017 a redução do orçamento foi de 44%, até que nesse ano, 2018, não há mais orçamento para ser reduzido e a situação simplesmente torna-se insustentável.
93 mil discentes e pesquisadores da pós-graduação, assim como de 105 mil bolsistas de outros programas, e 245.000 beneficiados dos programas de formação de profissionais da educação básica não terão mais bolsas em 2019. A única alternativa para aqueles que possuem o sonho de serem pesquisadores é a iniciativa privada. Mas cabe aqui lembrar que o setor privado tende a apenas financiar projetos em que há interesse econômico, logo não haverá espaço para pesquisas em que apenas houver interesse social e cultural, e tampouco as de pequeno porte.
O exôdo de cérebros, obviamente, também é uma problemática. Aqueles que ainda tinham esperança em um dia a educação e a ciência se tornarem prioridade para o governo, na atual conjuntura, buscam insumos em outros países. E cada vez mais a disparidade científica e tecnológica do Brasil com relação aos países ‘desenvolvidos’ e atém mesmo aos países ‘emergentes’ aumenta. Somos um corredor olímpico que decidiu que o melhor para o seu desempenho é comer hamburger com batatas fritas e beber milk-shake.
Enquanto isso o STF aprova um reajuste de 16,38% para magistrados. A CAPES precisava de 300 milhões, aproximadamente o que o Temer utilizou em emendas constitucionais.
O sucateamento da educação é uma realidade. Reforma do BNCC, suspensão do ciência sem fronteiras, cortes do CNPq, cortes da CAPES… Por quanto tempo vamos aceitar estar em segundo plano?

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