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Solidão

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©Edward Hopper

Por: Fábio Wendel – Social (TX)

Estar só é como uma brisa gelada num dia muito quente. Solidão é o gelo na bebida já gelada: somente dilui o sabor, no caso, da vida.

Quando ela se integra à rotina, meu bem, as horas viram dias, o quarto fica escuro, a angústia aparece.

Estar só é querer ficar sozinho; solidão é diferente, é não poder estar acompanhado. E por que não poderia? Porque paredes, muros, portas, quilômetros ou sentimentos te impedem, ou impedem a ela, ou a ele, ou seja lá a quem for.

Como uma mãe muito zelosa, ela tenta te proteger de eventuais desilusões. Como um pai inflexível, tenta te tornar mais duro. Contudo, não percebe que essas lições só te enfraquecem, só te entristecem.

Talvez no ímpeto de ajudar, ela atrapalha. Tenta indicar um caminho, mas na prática não existe nenhum placa que nos aponta alguma direção.
Invariavelmente vamos nos perder. E se perder sozinho é pior.

Solidão não é a amiga do peito, muito menos da alma. Que amiga machuca dessa forma? Está mais para uma visita indesejável que vem quando ninguém chama e fica quando ninguém mais a quer, se é que a queria em algum momento. Ela te acompanha mesmo nos momentos em que está com outra pessoas.

E qual a forma de findar essa situação? Não sei. Me diz você.

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