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Daqui, Por Onde e Porquê.

grito

Ana Luiza Rodrigues – Pós-Graduação na FDRP

Por onde começar? Esse texto, um relacionamento, uma nova vida longe de casa, um trabalho da faculdade… Os começos podem ser desafiadores e dizem muito sobre as expectativas para o final. Mas, pensar em inícios como partidas e términos como chegadas, nos impede de prestar atenção nos caminhos.

Tão cedo e já temos que decidir, quase que compulsória e definitivamente, onde queremos chegar. Nesse mundo de resultados aprendemos que a felicidade (o que é ser feliz?) estará como o pote de ouro no fim do arco-íris. Mas e o trajeto? Passamos a maior parte do tempo no caminho sem desfrutá-lo, sem entender que nos construímos enquanto caminhamos. Olhar só para o futuro é fugir da estrada, e não há valor em uma vida que se resume a fugir dos mal-estares apenas estando, caminhando como errantes.

A vida está aí, acontecendo… O tempo escorrendo e, gostando ou não de admitir, olhar só para o futuro tem nos adoecido e nos feito ansiosos. É preciso olhar onde estamos pisando agora para, na maior parte do tempo, manter o passo firme e observar que nossa estrada é muito particular, e que, às vezes, iremos torcer o pé.  E não tem problema! Saber reagir e aprender com os percalços pode nos livrar da depressão, das cobranças excessivas, da falta de aceitação e da baixa autoestima.

Não se sentir pertencente a um lugar é não olhar para a estrada e estar isolado gera sofrimento. Os vínculos são muito importantes – assim como os hobbies, os descansos e o ócio –, pois eles nos vinculam às pessoas com leveza e despertam nossa humanidade. É preciso se permitir e permitir os outros em nós, mas, inevitavelmente, as relações vão gerar frustrações, assim como alegrias, descobertas, sorrisos, carinhos e amizades (talvez valha a pena arriscar, não?).

Então, que bom ter amigos pra dizer que sua vida vale a pena! Mas melhor ainda é você saber que vale e se convencer sobre isso é uma tarefa pessoal, que ninguém faz por você. Até quando parecer ruim ser você é o tropeço te forjando e te fazendo único. Então, tropeçar vale, o caminho vale. O mal-estar e o sofrimento são uma constante que nos fazem identificar as alegrias, os prazeres e até os momentos blasé. É normal doer, é ideal pedir e precisar de ajuda, especialmente porque o nosso sofrimento demanda que o outro o reconheça. É melhor superar, vai que no final a gente encontre algo mais a nossa cara (não sei se curto muito o pote de ouro). Eu gosto mesmo é das pessoas únicas, que tem sempre mais profundidade pra eu mergulhar. Se divirta com suas incertezas, e, como diria uma grande amiga: “planeje, mas curta a viagem, pois ela pode te levar para lugares inesperados que te farão crescer e que, muitas vezes, proporcionarão ainda mais do que você planejou”.

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