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Cinzas de um sábado

cinzas

Por Eberth Oliveria (Órfão) – TXIII

Sábado, 23 de maio. Ontem tomei mais um porre de vinho. Acordei com muita dor de cabeça, resolvi levantar, era meio dia, o que descobri por meio dos sinos da igreja que ecoavam como trovões dentro da minha cabeça. Meio tonto, criei forças para me mover; a boca estava seca e, descalço,andei até a cozinha. Uma bagunça… procurei um copo limpo dentro de uma piscina de louça suja que aguardavam a minha boa vontade. Encontrei uma xícara, a única que me restou. Concluí o que fui fazer e retornei para o quarto. Não lembro ao certo o que fiz, mas as garrafas de vinho deixadas no chão me diziam muito sobre o que aconteceu… Capotei mais uma vez… Levantei às 18:00 com o barulho do celular. Era meu amigo João. Tinha perdido as chaves e me perguntava se eu sabia delas. Respondi que não as vira, mas que se as encontrasse avisaria. O dia estava acabando e os últimos raios de luz penetravam pelas frestas da janela. Estava com muita fome, mas a louça ainda me esperava. Levantei da cama como uma criança que acorda em uma manhã de natal para ver se seus presentes depositados debaixo da árvore. Fui direto para sala, liguei minha tv. Estava passando o jornal. Adoro ouvir as notícias. Andei até a cozinha… me encontrava psicologicamente pronto para enfrentar o monstro que me aguardava. Lavei a louça rapidamente. Estava em ideia do que faria para jantar. Procurei na despensa e encontrei massa para cuscuz; me animei, preparei a massa e coloquei para cozinhar. Fiz omeletes para acompanhar. Nesse momento, ouvi a TV anunciar o que tanto esperava, uma nova temporada da minha série favorita estava para sair e iriam lançar uma parte inédita. Abandonei tudo que estava fazendo, corri para a sala e sentei no sofá. Até as novelas me prenderam… Ana, a protagonista, havia se apaixonado por um homem 30 anos mais velho. Após um tempo, senti um cheiro de fumaça… lembrei que havia esquecido meu cuscuz no fogo. Corri e vi minha vida em chamas… desliguei o fogo e retirei a tampa para ver o resultado. Tudo preto, tudo queimado. Abri a janela para que pudesse sair todo meu desgosto. Hoje a janta seria apenas omelete. Voltei para sala triste, já estava tarde e o sono estava me vencendo, adormeci. Quando acordei eram 2:45. Retirei meu prato, que sem querer havia esquecido, do braço do sofá, coloquei na pia e arrastando-me segui para o quarto. A cama estava bagunçada, amanhã resolvo este problema.

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