Texto da semana

A Vitória do Bolsonarismo!

Por Tiago Augustini – TX da FDRP

Em meio a uma campanha repleta de ideologias oriundas do esgoto que são as lembranças da ditadura militar, Bolsonaro vence as eleições em 2018. A tristeza assola todo o campo da esquerda, surgem os “ninguém solta a mão de ninguém”, “ele não é meu presidente,” e outras dezenas de movimentos que apenas são fortes – fortíssimos – nas redes sociais.

As televisões, os jornais que propalaram “escolhas difíceis”, agora cansam seus telespectadores e leitores com colunas sobre o fim da democracia, o fim da boa política – ou velha, como disse Bolsonaro em campanha. Pois que fique Temer!, exasperados e por que não desesperados, clamávamos.

  • É o fim!! Estamos em luto pela democracia, em luto pela morte do diálogo, o ódio venceu! – aos prantos e dedo em riste, Petrus Esbernus, de supetão, grita numa aula de Direito Comercial, às 9h da manhã, do dia seguinte à vitória de Bolsonaro. Lógico que acompanhado de lamentações de alguns de nós, menos de alguns dos dinamarqueses ali presentes.

Realmente fiquei triste, aqui confesso, não estava confiante na vitória do professor Haddad, mas… enfim, tudo se passou de jeito muito estranho em toda campanha. Erramos e agora engolimos tubaína quente enquanto bolsoafetivos comemoram estourando champanhes na caçamba de caminhonetes pelas avenidas desse país de Jeová.

Chega o discurso de posse do presidente eleito. Será um janeiro triste, logo pensei e, amuado, consegui acompanhar apenas o final do discurso que me apresso em colocar in verbis: 

  • Brasileiros e Brasileiras de meu Deus – peço a todos que se unam a um bem comum. Ficou na campanha toda a divergência política e ideológica, faremos um governo de e para todos os brasileiros e brasileiras. Conversarei com os melhores especialistas e também digo a todo campo da esquerda, que preferiu votar em Fernando Haddad, que o consultarei para possível nome no campo da educação. Este governo a ser montado não será, como costumeiro, apenas por indicações políticas e de conjuntura, será um governo para o povo! 

Como Galileu, duvidei muito e pensei apenas na retórica vazia da campanha e eis que o pior aconteceu – Pior? – queimei a língua como boa parte da esquerda. Bolsonaro aloca nos ministérios, apenas especialistas de verdade. O próprio Haddad é novamente o ministro da educação! 

Paguemos um pato maior que o da Fiesp, ora essa! Era só o que faltava esse ser um presidente dos bons, aguerrido, diferente dos 28 anos de Congresso. E foi o que se viu. Bolsonaro avança na construção de 17 universidades federais; mais 82 escolas de ensino profissionalizante; começa a investir numa região do Ceará, que será um polo tecnológico do país; faz o controle cambial para tentar amenizar o aporte fiscal dos contribuintes. Tudo isso no primeiro semestre de 2019. 

Já no segundo semestre, o Presidente com todos os projetos já em andamento, inicia parcerias com universidades do exterior para facilitar o intercâmbio tecnológico e de conhecimento cultural. A economia começa a responder de maneira efetiva e, assim, a espanto de toda a esquerda, Bolsonaro aumenta o Bolsa Família ao patamar do salário mínimo, será a maior distribuição de renda que esse país de meu Deus já viu. 

Infelizmente, em março de 2020, desembarcam no Brasil os primeiros casos de coronavírus. Mas a resposta do presidente fora imediata: é montado um comitê da Crise; Bolsonaro, juntamente com todos os Governadores, iniciam coletivas de imprensa diárias para alertar a todos e todas sobre os cuidados com o vírus. Quando houve a primeira morte, Bolsonaro decreta lockdown nacional por 3 meses; despacha ao ministro da economia para que realize reuniões com o Congresso para conceber a viabilidade de auxílio emergencial de um salário mínimo à toda população que precisa ficar em casa. 

O que se viu na condução da pandemia foi o sucesso do estadista. Todos amam o presidente, quem votou no Amoedo inicia toda e qualquer conversa na mais pura mentira, os aloprados e puxa-sacos do Novo, começam a dizer que nunca votaram no Amoedo e sim em Bolsonaro, vejam a hipocrisia desse povo. A esquerda, coitada, com uma inveja do tamanho do Everest, critica apenas as posturas liberais sobre os investimentos externos que o presidente favoreceu em 2019, mas entende que não há razões para criticar a condução na pandemia e vota em massa nos projetos do presidente.

A curva de infecções cai vertiginosamente e, em agosto de 2020, Bolsonaro coloca o país no consórcio mundial para a vacina contra a Covid-19. Em novembro daquele ano, o país recebe as primeiras 72 milhões de doses da vacina Pfizer e iniciamos as aplicações em dezembro. Agora, em março de 2021, já temos 76% de toda população imunizada. 

As pesquisas de opinião mostram que Bolsonaro possui 82% de aprovação e apenas 2% de rejeição. É um marco histórico e certamente levará Bolsonaro à reeleição. Não, não estamos de luto pela política, o Brasil alcança novamente a sexta posição de maior economia do mundo com chances de galgar melhores posições muito em breve. Certamente nunca votarei em Bolsonaro, mas reconheço seu esforço, temos razões ideológicas díspares demais, mas a escolha cabe a todos.

Bolsonaro conseguiu unir o país, não fez nenhum discurso ideológico propondo golpes e aderindo a manifestações extremistas, muito pelo contrário, saiu em defesa todas as vezes em que teve oportunidade pela Democracia e o diálogo. Realmente o embate com Governadores e Instituições ficaram na década de 1932 e seguimos com um diálogo e debate saudáveis, não há flertes com o fascismo, não há imagens ou pessoas que se ligam a Goebbels ou supremacistas brancos como acharíamos que ocorreria e conseguimos conversar de forma cortês com bolsoafetivos, digamos, mais ideológicos, aqueles que ainda querem ver o Bolsonaro da campanha, com arminhas de mão e mamadeiras de piroca e etc. 

O bolsonarismo venceu!
Ps. Como puderam ver, passo muito bem pelo papel de mentiroso. No dia em que termino de escrever esse texto, o Brasil registra 312 mil vidas perdidas por coronavírus e, pelo andar da carruagem, isso tende a piorar. Bolsonaro sabotou vacinas, creditou recursos e propaganda a remédios ineficazes, politizou maleficamente os debates sanitários, favoreceu e incentivou aglomerações, desqualificou o uso de máscaras, etc; Alvim, secretário da cultura, faz vídeo que lembra Goebbels e Filipe Martins faz gesto de supremacista branco em pleno Senado. Como diz o professor da UERJ, João Cezar de Castro Rocha, o “bolsonarismo é contra a governança” e esse texto teve como objetivo mostrar que o bolsonarismo deu errado de todas as formas, vivemos sob o comando do pior presidente da história desse país.

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