Poesia

Ostracismo

Por: Arthur Valença (Graal) – T. XI da FDRP

Disseram-me: Nada sabes!

Aos Gritos: Ostracismo. Vou-me mudo

Mudo o prumo, aprumo o rumo

Acusam-me surdo! Na surdina sumo

Dizem-me: mentes! Mente pequena!

Sentem pena, mas qual a pena?

Limitam-me a fala. Falácia! É o que exclamam

Clamam: Assente-se! Não te sentes mal?

Ex-clamam: Não sintas! Que a cinta o agrida!

Julgam-se pais, detentores da paz!

Paz na pressão e na repressão!

Levanto-me em vão, pois logo vão abater-me!

E batem! Rebatem-me os dizeres todos!

Quem sou? Se tudo o que de mim soou é vil?

Nada do que de mim se viu é digno saber?

Não sei, nada sei, é o que dizem…

Vou-me mudo, que outro mundo, talvez

Abrigue-me, o imundo ser…

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